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Osteíte da Tibia

Uma difícil inflamação a ser tratada...
01
abr

Osteíte da Tibia

Uma osteíte é caracterizada pela inflamação de algum osso do nosso corpo. Um dos ossos mais acometidos pela patologia é a TIBIA em sua metade distal, em sua face posteromedial. A patologia é muito vulgarmente chamada como canelite. Nome que acho horrível. A osteíte da tibia acomete principalmente atletas e praticantes de esportes que tem em sua rotina treinos mais exaustivos e com impactos. O corredor é um que pode estar sujeito a esta patologia caso seu treino consista em corridas 5 ou mais vezes na semana sem permitir que o osso descanse e tenha maior espaço para o trabalho dos osteoblastos. Eu já tive osteíte duas vezes e a dor é uma dor “apertada” que diminui com o repouso e aumenta consideravelmente com a atividade física. A dor é percebida no sentido vertical acompanhando o osso e em sua fase mais aguda, após algum período do treinamento, ela chega a ser incapacitante não permitindo a continuidade. Durante um período do dia após treino esta dor pode ser sentida “pulsando” mesmo em repouso.

Os fatores de risco principais são treinos longos com impacto e em superfícies duras. Me lembro que durante a reforma do ginásio do Minas Tênis Clube, se não me falha a memória em 1999, onde eu era atleta de elite do futsal (durante a competição da liga nacional), fomos treinar no colégio Estadual Central à duas quadras do clube. Nosso período de treinos era de duas vezes por dia todos os dias da semana, na hora do almoço e a noite. A quadra do colégio é, “ou era” de cimento queimado(liso), muito duro em contraposição ao piso de táboas(madeira) flutuantes do antigo ginásio do Minas. Essa mudança de impacto culminou na inflamação da tibia.

O tratamento requer repouso, um tênis adequado contra impacto, escolha de realização de atividades em pisos mais macios, anti-inflamatórios e gelo, e o período de recuperação é um pouco longo podendo levar de 1 à até 2 meses com os cuidados adequados. Não foi nada fácil ficar livre da osteíte uma vez que para não ficar afastado dos jogos somente pude cumprir um período de repouso adequado nas férias de fim de ano fora do período de competição. Mas por fim, me livrei da patologia e não voltei a treinar em quadras de cimento. Como dizem os filósofos de plantão, tudo passa.

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